Quinta-feira, Novembro 04, 2010

Decepção, desinteresse e violência

Para mim, chega.
O tempo da tolerância e da boa educação passou.
Sorrisos amistosos e abraços comuns já não me convencem.
A proximidade negada e o carinho rejeitado tornam hipócrita a sua gentileza.
Por que eu te daria o meu amor e o meu sorriso mais sincero?
Para ter como resposta uma desculpa esfarrapada que não se sustenta com o mínimo de coerência?
Declarar uma amizade e um querer bem, que se limitam ao seu medo e a sua falta de compromisso, passa longe de ser resquício de honestidade. Essa falsa franqueza me dá náuseas.
Já está muito claro o que você de fato não quer. E já não me anima a possibilidade de descobrir o que você quer.
Alimentar a esperança de te ver um dia e despertar o seu desejo por meu carinho deixou de ser uma vontade natural.
Você acha que pode vir aqui me observar, me avaliar e me descrever nessa sua mente ocupada por superficialidades. É direito seu. Pense o que quiser.
Mas eu sei que você não se presta a dar ouvidos.
Talvez você até se incomode: Quando se der conta que eu não vou mais ser o coringa desse seu joguinho abestalhado.
Talvez e possivelmente, você não se incomode: Quando for impedida por sua tristeza fingida, usada para te colocar na posição de vítima e obter algum gesto afetivo de minha parte.
Para você, alegar que tudo isso não passa de reclamações sem sentido de um sujeito frustrado e mal amado é muito fácil. São palavras que soariam perfeitamente em sua boca, bela e venenosa. Mas não deixaria de ser previsível. E, aliás, sou mal amado por você.
Contra a minha vontade, você se tornou o lixo de tudo o que eu não cheguei a consumir.
Mas também chega de pedir desculpas por ser intenso e incisivo. Habitue-se à minha fúria ou morra no meu silêncio.
Não, não! Não comece a demonstrar perplexidade agora. Se você se revelar escandalizada com essas palavras e declarar que esta atitude não é cristã, terá como argumento o fato de que sua frieza e falso moralismo também não são.
Vista a carapuça se quiser, mas saiba: Essas palavras são para você.
Seja como for, daqui para frente, tudo se resumirá na seguinte palavra: Acabou.
Cansei da sua feminilidade hostil. Cansei do paradoxo entre sua beleza e sua incoerência. Cansei dessa minha disponibilidade infrutífera. Cansei da minha paciência gentil.
Quero mais é que se exploda: Você, eu e todo o resto.

4 comentários:

ella disse...

uaaau!
coitada da garota, zaine!
Que bronca!

ella disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
ella disse...

Relendo o texto... Tem tb aquela questão né? De ser uma 'batalha' muda ou irreal. Mas acho que esse não é seu defeito. Você me parece ser bem coerente e sério em tudo que faz. Não promoveria uma guerra irreal, muito menos daria um veredito sem ouvir as o 'réu' :)

ella disse...

hehehe, vc causou com esse post né :)
juro que é o ultimo comt
O original daquele trecho que te mostrei um dia. Tudo a ver.

Sintese-Mario Quintana

Por favor, não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu.
Se ninguém resiste a uma análise profunda,
Quanto mais eu…
Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor.
Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço
Me envolva todo em seus braços
E eu serei o perfeito amor.