Segunda-feira, Abril 18, 2011

A contemplação da inexistência

Eu vi o tempo escrevendo suas leis
E dilatando o vazio do meu peito
Eu vi a distância de perto mais uma vez
E as palavras diluindo meu direito.

Eu vi no espelho as marcas da ausência
E a estampa de um sorriso perplexo
Eu vi nuances de admiração por minha inteligência
E o medo me determinando como ser complexo.

Eu vi as cores de um futuro breve
E os lápis sem ponta espalhados na mesa
Eu vi a procura por um sentimento leve
E o pensamento abraçando a incerteza.

Eu vi o brilho no olhar de alguém
E a reação imediata de aproximação
Eu vi você me tratando como ninguém
E o sentimento afogado na ilusão.

Vi. Vivi. Senti. Morri. Renasci.
E no fim, me perdi.

1 comentários:

Anônimo disse...

Eitaaaaa, o caraa é poeta!! ^^